Viajantes agora podem entrar com produtos de origem animal no Brasil.

FONTE: Melhores Destinos

Boa notícia para os viajantes! A partir de hoje está liberada a entrada de passageiros e tripulantes no Brasil com produtos de origem animal na bagagem. Aquele maravilhoso queijo francês, o delicioso salame italiano ou o inesquecível doce de leite argentino que você experimentou durante a viagem agora podem fazer parte da sua mala! É hora de aproveitar e trazer da viagem lembranças além de fotos e souvenires. Nada como relembrar os sabores, literalmente, de um maravilhoso destino para manter viva a felicidade de uma viagem!

Queijos com embalagem estão autorizados.
Queijos com embalagem estão autorizados.

A decisão foi instituída hoje (10), terça-feria, em instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca. As novas regras têm como objetivo focar em produtos de maior risco e liberar produtos com baixo potencial de risco, como alimentos trazidos por viajantes. Vale dizer que nem tudo são flores e você não poderá trazer quantidades ilimitadas de nenhum produto, visto que outras regras da Receita Federal limitam quantidades continuam em vigor.

Os produtos que constam na lista abaixo serão permitidos apenas se estiverem acondicionados na embalagem original de fabricação e com rotulagem que possibilite a sua identificação. Ou seja, produtos de origem artesanal, como aquele queijo cremoso comprado na fazendinha de Camembert, continuam proibidos no Brasil.

As novas regras preveem a autorização de entrada no país para os seguintes casos:

  • – Produtos cárneos industrializados destinados ao consumo humano (esterilizados comercialmente, cozidos, extratos ou concentrados de carne etc);
  • – Produtos lácteos industrializados (doce de leite, leite em pó, manteiga, creme de – leite, queijo com maturação longa, requeijão etc);
  • – Produtos derivados do ovo (ovo em pó, ovo líquido pasteurizado, clara desidratada etc);
  • – Pescados (salgado inteiro ou eviscerado dessecado, defumado eviscerado, esterilizado comercialmente);
  • – Produtos de confeitaria que contenham ovos, lácteos ou carne na sua composição;
  • – Produtos de origem animal para ornamentação.

E aí? Já está sonhando com os sabores da próxima viagem?

Com informações oficiais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca.  

Ex-presidente da Sony abre restaurante de comida crua no Rio

FONTE: Forbes Brasil

Havia um mês que Alexandre Schiavo não era mais o presidente da Sony Music Brasil, multinacional de entretenimento responsável pelo catálogo de artistas como Roberto Carlos, o maior vendedor de discos da história do país. A gravadora ofereceu o cargo de vice-presidente para a América Latina, mas o sonho de Schiavo era outro. Por ora, correr na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, e escrever 120 páginas de um livro sobre o mercado, a exemplo de André Midani, ex-executivo da antiga CBS (cujo passivo pertence à Sony), Polygram e Warner Music.

“Já tinha comunicado que precisava de um novo desafio, a partir da Copa do Mundo”, diz o executivo, de volta ao ano de 2014. “Surgiu o convite para ser o VP da América Latina. Mas foi só desligar o telefone e me veio à cabeça que não queria mais.”

Schiavo, na verdade, queria era mais, e também menos. Mais do que a indústria fonográfica, a quem se diz eternamente grato, poderia oferecer. E menos compromissos em sua conturbada agenda, para que pudesse intensificar o contato com a família e os amigos.

Ele queria algo novo. Do zero. Que não tivesse nem mesmo um imóvel. “Queria conhecer algo novo do começo ao fim.”

Tão cru quanto sugere nos cardápios o nome da comida ao qual seu restaurante, o Ró, que deve ser inaugurado neste início de maio, se dedica. “Raw food [comida crua]! Algo que nunca havia caído no meu radar.”

Schiavo manteve os sprints ao redor da lagoa, mas começou outra correria. Era preciso encontrar o lugar perfeito, a chef perfeita, o sócio perfeito. “Passava várias vezes em frente a um ponto no Jardim Botânico (zona sul do Rio de Janeiro). Era um casarão dos anos 1920. Casava com o estilo que eu queria: uma casa charmosa, de frente para o Jardim Botânico. Eu me perguntava: ‘O que vou fazer aqui? Um contemporâneo, um japonês?’ Eu queria qualidade de vida. Venho para o trabalho de bicicleta, de moto, não ando mais de carro. O que de fato combinava com aquilo?”

Então convidou o jornalista Alexandre Lalas para conhecer o espaço. O sobrado branco, protegido por tapumes vermelhos da rua Pacheco Leão, a duas quadras da lagoa, o encantou. A vizinhança já havia transformado a região em um polo de comida natural/orgânica da zona sul carioca. O arquiteto André Piva foi convidado para reformá-lo. “E o Lalas falou que aquele local era a cara da Inês”, afirma. ”

Schiavo fala da chef Inês Braconnot. Ela pesquisa e cria, há 15 anos, comidas naturais e cruas. “Uma mulher fascinante, artista plástica, paisagista, e que domina a raw food. Começou a me mostrar a comida pelo Instagram. Me apaixonei pela estética e pela filosofia de um alimento que só se pode aquecer até 42ºC. Nós a mandamos para o curso do Matthew Kenney, nos Estados Unidos, enquanto a casa era preparada.” O norte-americano Kenney é uma celebridade do mundo da comida natural. Aos 51 anos, tem 12 livros publicados sobre o tema.

Ró (Rodrigo Azevedo)

Crepe de cogumelos (Rodrigo Azevedo)

Aos poucos, Schiavo organizou os espaços. Lalas advogou pelos vinhos orgânicos. “Já temos um engarrafado com a marca do Ró”, diz. Inês, além do cardápio, cuida dos sucos e dos queijos naturais (“Ela é a fera”, afirma Schiavo). O ex-executivo da Sony, como era natural, é o one man band — para ficar no universo musical — do empreendimento.

O Ró estreou em abril com críticas positivas de quem cobre o mundo gastrônomico carioca. Flerta com a alta gastronomia mesmo um cardápio vegetariano. Aposta no jantar, justamente o horário do dia em que as opções por comida natural escasseiam.

“Quero quebrar a resistência à comida natural”, afirma Schiavo. “Que venham beber nosso vinho orgânico e comer os queijos. Quero entregar um ambiente que não seja hostil e que a pessoa possa experimentar.”

Os queijos do Ró não levam nada de alimento animal. “São de macadâmia”, diz. São também a maior especialidade do restaurante, que, no período noturno, deve oferecer de três a quatro pratos em duas opções de menu. Os doces, afirma, não ficam nada a dever àqueles que não são considerados raw. “Tem uma panna cotta raw que é espetacular”, sugere.

Schiavo, obviamente, não quer parar por aí. É empresário da banda Scalene, de Brasília, finalista do programa Superstar, da Globo, em 2015 — sinal de que a veia musical ainda está longe de abandoná-lo. Mas não é o mercado fonográfico que o move, e sim o Ró. “O excesso de viagens [da época de executivo] me esgotou muito. Estou amando esta vida”, afirma.

Com a cabeça dos tempos de Sony, ele planeja os próximos passos do recém-inaugurado sobrado do Jardim Botânico. “No futuro, teremos nossa marca própria. O plano é plantar tudo o que vier a ser consumido no Ró. E o queijo é um universo a ser explorado.” Alexandre Schiavo quer mais. Muito mais.

Abobrinhas marinadas com ricota de macadâmia, pesto de pistache e molho de pimentão vermelho (Rodrigo Azevedo)

Abobrinhas marinadas com ricota de macadâmia, pesto de pistache e molho de pimentão vermelho (Rodrigo Azevedo)