Vigilância Sanitária do Rio determina normas para caminhões-pipa

Veículos devem portar registro de origem, destino e qualidade da água.
Tanque deve ser de uso exclusivo para o armazenamento de água potável.

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Vigilância Sanitária do Rio determina normas para caminhões-pipa (Foto: Reprodução/TV Globo)

A Vigilância Sanitária municipal publicou regras que determinam as normas higiênico-sanitárias para o transporte e comercialização de água potável através de caminhões-pipa. De acordo com o órgão, todos os veículos de transporte vão ter que ser cadastrados e portar laudo de potabilidade da água, medidor de cloro e seguir regras de limpeza e manutenção.

O cadastro do veículo deve ser feito na Cedae. Além dessa documentação, o caminhão-pipa deve portar a declaração de que o tanque é de uso exclusivo para o armazenamento e transporte de água potável.

Ainda segundo a Vigilância, o tanque deve conter a inscrição de água potável, além do nome, endereço e telefone da empresa responsável em tamanho visível. Também deve ter um vão de acesso ao seu interior, onde haja espaço para uma pessoa entrar e fazer sua limpeza, e ser de material resistente, anticorrosivo e não-tóxico. Não pode apresentar ferrugens, amassados ou rachaduras e nem sujeira.

Em relação à água, cada carro deve portar um registro de origem, destino e qualidade do produto que está transportando, com o volume, data e local da captação. Também vai ser necessária identificação do veículo transportador. O teor de cloro residual deve ser mantido durante todo o período de transporte e descarga, com o mínimo de 0,5mg/l.

A preocupação com a água consumida pela população vai além dos caminhões-pipa. A Vigilância Sanitária também está ampliando o número de pontos de monitoramento da água que chega à torneira das casas.

A Vigilância municipal informou que atualmente são 100 pontos espalhados por todas as regiões da cidade. Ainda no primeiro semestre deste ano vão ser implantados mais 100 outros em áreas públicas e de grande circulação de pessoas, como escolas e unidades de saúde, que terão amostras coletadas diariamente e analisadas no Laboratório de Controle de Produtos da Vigilância Sanitária, que avalia a presença de coliformes e a turbidez da água.

Nesse trabalho, toda a distribuição da água é acompanhada em pontos definidos por um sistema de informação geográfica, para definir, de forma mais precisa e abrangente, o monitoramento, que é feito, principalmente, em áreas de maior risco, como clínicas de hemodiálise, escolas, unidades de saúde, e pontas de rede (último lugar aonde a água chega, como é o caso da região da Urca).

Fonte: G1 – http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/03/vigilancia-sanitaria-do-rio-determina-normas-para-caminhoes-pipa.html

 

Aprovado registro de genéricos inéditos para coração e anestesia

A Anvisa aprovou, nesta quarta-feira (18/2), o registro de dois novos medicamentos genéricos cujas substâncias ainda não tinham concorrentes no mercado. Com a medida, pacientes e médicos terão novas opções de tratamento a custos mais acessíveis, já que os genéricos chegam ao mercado com um preço pelo menos 35% menor do que o preço de tabela dos medicamentos de referência.

O primeiro deles é o genérico da substância cloridrato de remifentanila, um analgésico indicado para induzir ou manter a anestesia durante cirurgias, incluindo a do coração, e para o alívio da dor logo após a operação. A substância também é indicada para analgesia e sedação em pacientes que respiram com ajuda de aparelhos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O segundo genérico inédito aprovado pela Anvisa é a cópia da substância cloridrato de propafenona. Trata-se de um medicamento destinado ao tratamento das alterações do ritmo cardíaco, pois atua como estabilizador de membrana na célula muscular do coração.

A concessão dos registros significa que estes produtos são cópias intercambiáveis de seus medicamentos de referência e que possuem eficácia e segurança comprovadas.

Fonte: Imprensa / Anvisa

Manuais para ensaios clínicos de medicamentos e produtos já estão disponíveis.

Já estão à disposição dos profissionais e empresas os manuais específicos para a submissão de ensaios clínicos à Anvisa. São duas publicações: o Manual para Submissão de Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) e Dossiê Específico de Ensaio Clínico; e o Manual para Submissão de Dossiê de Investigação Clínica de Dispositivos Médicos (DICD)e Dossiê Específico de Ensaio Clínico.

Os documentos têm o objetivo de esclarecer os procedimentos para a submissão de um DDCM/DICD e dos Dossiês Específicos de Ensaio Clínico bem como dar orientações em relação a alguns documentos necessários para apresentação do DDCM/DICD.

A iniciativa antecede a publicação das novas regras aprovadas pela Anvisa na última semana para os ensaios clínicos. Isso vai permitir mais agilidade ao processo de submissão de DDCM`s/DICD`suma vez que o setor regulado já saberá como submeter documentos, inclusive os assuntos a serem submetidos, quando a nova norma for publicada. Os demais guias e manuais serão disponibilizados juntamente com a publicação da norma.

Acesse:

http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/Anvisa+Portal/Anvisa/Inicio/Produtos+para+a+Saude/Assunto+de+Interesse/Ensaios+Clinicos+com+Dispositivos+Medicos

http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/Anvisa+Portal/Anvisa/Inicio/Medicamentos/Assunto+de+Interesse/Pesquisa+clinica/Guias+e+Manuais+para+a+nova+resoluo+da+Anvisa+que+dispe+sobre+o+Regulamento+para+a+Realizao+de+Ensaios+Clnicos+com+Medicamentos+no+Brasil

Gerência-Geral de Tecnologia de Produtos para a Saúde – Anvisa

Clareadores dentais terão prescrição para sua venda

Os clareadores dentais com concentração acima de 3% de peróxido de hidrogênio, presente ou liberado a partir de outras substâncias, terão sua venda permitida somente com a apresentação de prescrição profissional. A norma foi aprovada pela Anvisa na última quarta-feira (14/01) e tem como objetivo prevenir os danos que podem ocorrer a partir do uso destes produtos sem a correta orientação de um profissional habilitado.

A medida havia sido colocada em consulta pública em abril do ano passado a partir da identificação de problemas que podem surgir quando estes clareadores são utilizados sem uma avaliação prévia da saúde dental do usuário. Diversos conselhos regionais de odontologia, o conselho federal e associações de classe também já haviam indicado a necessidade de rever as regras para a venda dos clareadores dentais.

A norma da Anvisa também define que a propaganda destes produtos só poderá ser veiculada em publicações dirigidas aos profissionais prescritores. Já as embalagens terão que trazer impressa a expressão “venda sob prescrição de profissional legalmente habilidado”.

A partir desta medida, a venda destes clareadores também ficará restrita aos estabelecimentos com autorização para a venda de produtos de saúde.

Entre os riscos associados ao uso indevidos de clareadores dentais com mais de 3% de peróxido de hidrogênio estão sensibilidade dentária, alteração de superfície do esmalte, absorção radicular, alterações pulpares e dano periodontal. Agentes clareadores contendo peróxidos são os principais produtos utilizados para este tipo de prática, mas que em determinadas situações podem levar aos problemas citados acima.

Durante a consulta pública a Anvisa recebeu 577 manifestações sobre o tema, sendo 388 de cirurgiões dentistas, em sua grande maioria favoráveis à medida.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Anvisa